Ilustração em aquarela retratando o carcará, uma ave que carrega força, resistência e inteligência em sua presença. Busquei traduzir não apenas sua forma, mas seu caráter atento e indomável. O carcará surge aqui como símbolo do território, do olhar que observa e da vida que persiste.
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sábado, 10 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Livro: Minha História com as Artes
Minha História com as Artes é o título da exposição que será aberta hoje, a partir das 17h, na Galeria Alexandre Filho, da Usina Cultural Energisa, localizada na cidade de João Pessoa. A coletiva reúne cerca de 70 obras, entre desenhos, pinturas, fotografias, esculturas, aquarelas e cerâmicas produzidas por 28 artistas, e poderá ser visitada gratuitamente até o dia 24 deste mês, sempre no período de terça-feira a sábado, das 10h às 18h. Na ocasião, haverá o lançamento do livro homônimo ao da mostra, que possui 76 páginas, custa R$ 70 e foi impresso na Gráfica JB.
O livro com o título da exposição será lançado na abertura da evento, a obra já se encontra disponível no formato digital para ser baixada gratuitamente na internet. Além do perfil de cada artista, com registro de sua trajetória e obras, o livro traz três obras de cada participante e textos de críticos de artes visuais falando sobre o projeto, que também resultou nessa exposição coletiva.
Além dos curadores, os artistas participantes da coletiva Minha História com as Artes são os seguintes: Antonilêni Melo, La Gitana, Cyber, Diego Freitas, Edileide Freitas, Fatima Balbino, Haylane Rodrigues, Jaonetow, Jonathan Guedes, Josivan Gomes, IIlian Narayama, Lívia Maria Martins, Marcelo Lima, Ismael Freitas, Lumy, Neska Brasil, Priscilla Rachel, Ricardo Melo, Risonete Simplício, Sandra Camilo, Sara Carvalho, Sofia César, Thiago Müller, Vitória Formighieri e Wallace Rolim.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa em A União, de 09 de fevereiro de 2024.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Exposição - Ocupação Cultural: Sertão Profundo
Dando seguimento a proposta do "Maio Cultural", o Centro Cultural Amaury de Carvalho estará de portas abertas desde o dia 11 ao 22 deste mês de Junho com a mostra de artes visuais "Sertão Profundo"; uma viagem pelo sertão interior real e folclórico, se aprofundando nos simbolismos do touro às vísceras dos cavalos.
A ideia de expor a minha parte do "Sertão Profundo" partiu, para quem já é familiarizado com o termo, por via de inspiração do afamado poeta que canta a perfeição da caatinga. Sendo essa uma proposta inicial, a mostra tem a pretensão de ser cultivada em solo seco e cada vez mais profundo, passando por retratar nossas lendas, causos, rotinas, selvas e sonhos, buscando agregar na valorização da mais rústica e sublime cultura Nordestina!
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terça-feira, 29 de maio de 2018
Ocupação Cultural
O projeto "Sertão Profundo" foi selecionado e agora com o patrocínio da FUNDAP (Fundação Cultural de Patos) será levado a frente e exposto ao município junto a outros projetos culturais de artes, dança, teatro, música, apresentações literárias e saraus poéticos que enaltecem a nossa cultura Nordestina. Em breve maiores informações.
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Assum preto
«Tudo em volta é só beleza
Sol de Abril e a mata em flor
Mas Assum Preto, cego dos olhos
Sol de Abril e a mata em flor
Mas Assum Preto, cego dos olhos
Não vendo a luz, ai, canta de dor…
Talvez por ignorância
Ou maldade da pior
Furaram os olhos do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantar melhor…
Assum Preto vive solto
Mas não pode voar
Mil vezes a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse olhar!
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaram o meu amor
Que era a luz, ai, dos olhos meus!»
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Capa da Nova Águia nº 18
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sábado, 30 de julho de 2016
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Selvatiquezas
Entre cactos e espinheiros: a beleza como horizonte. Um olhar mais demorado sobre o Nordeste Brasileiro: Fauna e Flora fotografada pelo meu amigo Assis Medeiros (Afríx).
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| Galo da Campina, Paroaria dominicana. |
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| Cancão, Cyanocorax cyanopogon. |
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| Freirinha, Arundinicola leucocephala. |
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| Marimbondo-caboclo, Polistes canadensis. |
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| Concriz, Icterus jamacaii. |
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| Pôr do sol no Serrote Branco II. Caicó, Rio Grande do Norte. |
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A Obra e o Pensamento de Ariano Suassuna
Ilustração no cartaz do Colóquio: «A Obra e o Pensamento de Ariano Suassuna». Lisboa, 25 de Março de 2015.
◢ Ilustração Original: Haylane Rodrigues.
◢ Ilustração Original: Haylane Rodrigues.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Da tradição a corrupção do vaqueiro
Recentemente, na Paraíba, uma proposta resultou no reconhecimento legal da vaquejada enquanto Esporte.
Institucionalizar a vaquejada como prática esportiva visando a atividade comercial é, antes de tudo, um desacordo que entra totalmente em contradição com os Direitos dos Animais consagrados na lei, uma vez que esse tipo de atividade atenta contra a integridade física e a dignidade dos animais em favor do entretenimento com fins lucrativos. Outro aspecto desta medida é que ela acaba por desvirtuar a própria Tradição.
A origem do vaqueiro está numa tradição de bravura!
A origem do vaqueiro está numa tradição de bravura!
Somente em 1874 apareceu o primeiro registro oficial sobre vaquejadas, quando o escritor José de Alencar mencionou a prática. O historiador e etnólogo Luís da Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, porém já se tinha conhecimento de uma atividade semelhante praticada em Portugal e Espanha.
O tradicional vaqueiro nordestino, assim como o de outras regiões do país, representa um forte elemento cultural do Brasil. Uma atividade árdua que consiste em manejar o gado com uma montaria. Na época dos coronéis o gado era marcado e solto Sertão afora. Depois de alguns meses, os coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado. Ao som de aboios e toadas essas eram as chamadas “pegas de gado” que deram origem a atual vaquejada.
Em períodos de seca severa o rebanho tem que ser migrado por dezenas de quilômetros até algum manancial, sendo preciso ocasionalmente caçar no meio da caatinga alguma rês perdida e trazê-la de volta. Outras vezes torna-se necessário a derrubada do animal para contenção. Portanto, a ação do vaqueiro tanto livra o animal moribundo de morrer a míngua de sede, como em algumas áreas a ação rápida evita que o animal se alimente com tingui – Mascania rígida –, planta altamente tóxica para o gado, causadora de morte súbita.
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| O Vaqueiro, de Juracy Dórea (1980): Técnica mista sobre azulejos; 180 x 220 cm – Mercado de Arte Popular, em Feira de Santana, Bahia, Brasil. |
Há um espírito de tradição e bravura que permeia a história das vaquejadas, mas esse vigor admirável faz referência ao homem devoto que luta de sol a sol para sustentar a família, o vaqueiro que enfrenta selvas de espinhos para apartar o gado e ganhar o pão do dia, o peão com mãos calejadas pelas batalhas diárias.
Em todo esse contexto a figura do vaqueiro deve ser valorizada e exaltada, no entanto, é absolutamente inaceitável que alguém maltrate animais por esporte sob alegação disso ser tradição. Crueldade não é Tradição.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
A fantástica vida do último grande Sebastianista no Diário do Minho
Ilustração publicada no suplemento Cultural da edição n.º 30416 do jornal português Diário do Minho. Texto de José Almeida (Nova Casa Portuguesa).
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Sebastianismo
«Das ondas do mar Dom Sebastião sahirá com todo o seu exercito. Tira a todos no fio da Espada deste papel da Republica e o sangue ha de ir até a junta grossa.» - Dom Antônio Conselheiro, projeta e regente do Império do Belo-Monte de Canudos, Sertão da Bahia, 1897.
«O Sebastianismo no *Nordeste adquiriu características de conto maravilhoso. Conta-se que no dia 24 de Junho, dia de São João, à meia-noite, aparece nas praias da Ilha dos Lençóis um touro negro, deitando fogo pelas narinas e com uma estrela alvinitente à testa. (...) O touro, resultado da transformação de Dom Sebastião, precisa de morrer a fim de ressurgir o Rei com sua corte.» - Pedro Braga.
«El Rei Dom Sebastião estava muito desgostoso e triste com seu Povo.
- E por quê? - perguntaram os homens, muito aflitos, e as mulheres todas muito chorosas.
- Porque são incrédulos! Porque são fracos! Porque são falsos! E finalmente porque o perseguem, não regando o Campo Encantado e não lavando as duas torres da Catedral de seu Reino com o sangue necessário para quebrar de uma vez este cruel Encantamento!» - Ariano Suassuna, em Romance d'A Pedra do Reino.
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