quarta-feira, 14 de outubro de 2015

I Exposição - Congresso Internacional: A Arte de Ser Português (Lisboa/Portugal)

Da Visitação dos sóis: Pela via de sempre cada passo é novo...

Decorre na cidade de Lisboa, durante os dias 14, 15 e 16 de Outubro, o Congresso Internacional «A "Arte de Ser Português" no centenário da sua publicação». Um encontro integrado nas celebrações do Triénio Pascoalino de 2014, 2015, 2017. Esse ano recebi o convite para participar no evento com uma pequena mostra que resultou na minha primeira exposição, pelo que gostaria de expressar os meus agradecimentos à Comissão Organizadora do Congresso, bem como à Biblioteca Nacional de Portugal pelo reconhecimento e oportunidade. Pessoalmente devo também agradecer essa realização a quem me despertou para a arte e mais insistiu em meu trabalho. Sem a motivação constante da Nova Casa Portuguesa esses desenhos, provavelmente, nunca teriam saído de minha gaveta. Tal ter acontecido foi para mim um grande feito. Temos muito quando temos Portugal! 

As ilustrações são referentes a alguns dos grandes nomes da cultura e do pensamento português do século XX:


«Os mundos aproximam-se, até os contíguos, e desta cumplicidade nascem sonhos com um espírito de permanente comunhão, criando-se pontes até ao infinito. Enceta-se assim um caminho para a sublimação e superação da própria individualidade, através do qual a Verdade se manifesta pela seguinte tetralogia portuguesa: Saudade, Paixão, Amor e Glória.» [Nova Casa Portuguesa].

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Hirundinae

«Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!»


Estudo simples sobre aves com esferográfica, lápis de cor e aquarela, a partir de um papel de carta da "Graphics Fairy", de Karen Watson. Para inspirar: Sob a sombra da andorinha.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

La vita plurale di Fernando Pessoa

Trabalho de ilustração para convite e cartaz da apresentação do livro "La vita plurale di Fernando Pessoa". Aquarela pode ser conferida aqui


domingo, 8 de março de 2015

Templo de Diana

Representação em aquarela do Painel de Azulejos da estação Beirã-Marvão (de José Flacho).







domingo, 1 de março de 2015

Homenagem a Dalila Pereira Da Costa

Na passada sessão do Ciclo de Tertúlias Bruninas, inteiramente dedicado a Dalila Pereira da Costa, foram distribuídas aos presentes 44 reproduções, numeradas à mão, de uma aquarela minha. Esta aquarela foi pintada a partir de uma fotografia de 1938, ano em Dalila Pereira da Costa completou 20 anos de idade.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Selvatiquezas

Entre cactos e espinheiros: a beleza como horizonte. Um olhar mais demorado sobre o Nordeste Brasileiro: Fauna e Flora fotografada pelo meu amigo Assis Medeiros (Afríx).

Galo da Campina, Paroaria dominicana.
Cancão, Cyanocorax cyanopogon.
Freirinha, Arundinicola leucocephala. 
Marimbondo-caboclo, Polistes canadensis.
Concriz, Icterus jamacaii.
Pôr do sol no Serrote Branco II. Caicó, Rio Grande do Norte. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O livro é a Espada do Espírito

Publicado por Edições RéquilaPara comprar ou obter mais informações acerca destas publicações, contatem a editora através do seguinte endereço de correio eletrônico: edicoesrequila@gmail.com.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ciclo de Tertúlias Bruninas

Centenário da exaltação de Sampaio Bruno, autor de obras como "Brasil Mental" e "O Encoberto". 

◢ Ilustração Original: Haylane Rodrigues.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Panthera tigris

«Há homens a quem não deves dar a mão, mas tão somente a pata, e além disso que a tua pata tenha garras!

O pior inimigo, todavia, que podes encontrar, és tu mesmo; lança-te a ti próprio nas cavernas e nos bosques. Solitário, tu segues o caminho que te conduz a ti mesmo! E o teu caminho passa por diante de ti e dos teus sete demônios. Serás herege para ti mesmo, serás feiticeiro, adivinho, doido, incrédulo, ímpio e malvado. É mister que queiras consumir-te na tua própria chama. Como quererias renovar-te sem primeiro te reduzires a cinzas?» - Assim falou Zaratustra. NIETZSCHE, Friedrich.

Representação.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A Obra e o Pensamento de Ariano Suassuna

Ilustração no cartaz do Colóquio: «A Obra e o Pensamento de Ariano Suassuna». Lisboa, 25 de Março de 2015.
◢ Ilustração Original: Haylane Rodrigues.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Da tradição a corrupção do vaqueiro

Recentemente, na Paraíba, uma proposta resultou no reconhecimento legal da vaquejada enquanto Esporte.
Institucionalizar a vaquejada como prática esportiva visando a atividade comercial é, antes de tudo, um desacordo que entra totalmente em contradição com os Direitos dos Animais consagrados na lei, uma vez que esse tipo de atividade atenta contra a integridade física e a dignidade dos animais em favor do entretenimento com fins lucrativos. Outro aspecto desta medida é que ela acaba por desvirtuar a própria Tradição.

A origem do vaqueiro está numa tradição de bravura!

Somente em 1874 apareceu o primeiro registro oficial sobre vaquejadas, quando o escritor José de Alencar mencionou a prática. O historiador e etnólogo Luís da Câmara Cascudo dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, porém já se tinha conhecimento de uma atividade semelhante praticada em Portugal e Espanha.

Em meio a vegetação típica, o vaqueiro figura sempre com o traje característico: gibão, peitoral, chapéu, luvas, botas e perneiras, tudo de couro; uma verdadeira armadura de proteção contra o sol forte, e principalmente, contra os espinheiros, espinhos verdes e cactos.

O tradicional vaqueiro nordestino, assim como o de outras regiões do país, representa um forte elemento cultural do Brasil. Uma atividade árdua que consiste em manejar o gado com uma montaria. Na época dos coronéis o gado era marcado e solto Sertão afora. Depois de alguns meses, os coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado. Ao som de aboios e toadas essas eram as chamadas “pegas de gado” que deram origem a atual vaquejada.

Cabe também ao vaqueiro a atividade de ferrar o gado. A marca do ferro, geralmente uma letra, pode trazer também alguns signos ligados à astrologia, ao zodíaco e à alquimia. Foi com base na observação detalhada do padrão de ferros que Ariano Suassuna criou à mão o Alfabeto Armorial.

Em períodos de seca severa o rebanho tem que ser migrado por dezenas de quilômetros até algum manancial, sendo preciso ocasionalmente caçar no meio da caatinga alguma rês perdida e trazê-la de volta. Outras vezes torna-se necessário a derrubada do animal para contenção. Portanto, a ação do vaqueiro tanto livra o animal moribundo de morrer a míngua de sede, como em algumas áreas a ação rápida evita que o animal se alimente com tingui – Mascania rígida –, planta altamente tóxica para o gado, causadora de morte súbita.

O Vaqueiro, de Juracy Dórea (1980): Técnica mista sobre azulejos; 180 x 220 cm – Mercado de Arte Popular, em Feira de Santana, Bahia, Brasil.

Há um espírito de tradição e bravura que permeia a história das vaquejadas, mas esse vigor admirável faz referência ao homem devoto que luta de sol a sol para sustentar a família, o vaqueiro que enfrenta selvas de espinhos para apartar o gado e ganhar o pão do dia, o peão com mãos calejadas pelas batalhas diárias.

Em todo esse contexto a figura do vaqueiro deve ser valorizada e exaltada, no entanto, é absolutamente inaceitável que alguém maltrate animais por esporte sob alegação disso ser tradição. Crueldade não é Tradição.

domingo, 16 de novembro de 2014

A Ciência e a Arte de Brasonar

Projeto ilustrativo para os 150 anos de Emancipação Política de Itaporanga, Paraíba.
Trabalho Original de Haylane Rodrigues. Arte Digital por Rafael Lira.