domingo, 24 de agosto de 2014

O Barão

«Independência e sossego, possibilidade de fazer a vida como seja a nosso gosto! São os meus ideais impossíveis. Um velho solar de paredes que tenham vivido muito mais do que eu, dessas paredes que têm fantasmas, e em volta um grande parque de velhas árvores, com recantos onde nunca vai ninguém. Viver o tumulto das grandes cidades e depois o silêncio, a solidão desses paraísos abandonados a muitos anos, onde encontramos com não sei que inquietação, como quem desembarca numa ilha desconhecida... Ah! Isso sim, é que me dava outras possibilidades de ser, de compreender e de ir pelo meu caminho. Mas não. Porque se luta, então, para conquistar um caminho que se sabe que não é nosso? Somos nós próprios que traímos a nossa vida.» - FONSECA, Branquinho. O Barão. 4ª Ed. Portugal: Publicações Europa-América, 1997.

Download do filme O Barão.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Paganismus Essential


«Dein Aufleuchten ist schön am Rande des Himmels,
Du lebender Aton, der zuerst lebte!
Wenn du dich erhebst am östlichen Rande des Himmels,
So erfüllst du jedes Land mit deiner Schönheit.
Denn du bist schön, groß und funkelnd, du bist hoch über der Erde;
Deine Strahlen umarmen die Länder, ja alles, was du gemacht hast.
Du bist Rê, und du hast sie alle gefangengenommen;
Du fesselst sie durch deine Liebe.
Obwohl du fern bist, sind deine Strahlen doch auf Erden;
Obwohl du hoch droben bist, sind deine Fußstapfen der Tag.
Wenn du untergehst am westlichen Rande des Himmels,
So liegt die Welt im Dunkel, als wäre sie tot.
Sie schlafen in ihren Kammern,
Ihre Häupter sind verhüllt,
Ihre Nasen sind verstopft, und keiner sieht den andern.
Gestohlen wird all ihre Habe, die unter ihren Häuptern liegt,
Ohne daß sie es wissen.
Jeder Löwe kommt aus seiner Höhle,
Alle Schlangen stechen.
Dunkel herrscht, es schweigt die Welt;
Denn der sie schuf, ist am Himmelsrande zur Ruhe gegangen.
Hell ist die Erde,
Wenn du aufgehst am Himmelsrand,
Wenn du als Aton bei Tage scheinst.
Das Dunkel wird verbannt,
Wenn du deine Strahlen aussendest,
Die beiden Länder feiern täglich ein Fest,
Wachend und auf ihren Füßen stehend,
Denn du hast sie aufgerichtet.
Sie waschen sich und nehmen ihre Kleider;
Ihre Arme erheben sie in Anbetung, wenn du erscheinst.
Alle Menschen tun ihre Arbeit.
Alles Vieh ist zufrieden mit seiner Weide,
Alle Bäume und Pflanzen blühen,
Die Vögel flattern über ihren Sümpfen,
Und ihre Flügel erheben sich in Anbetung zu dir.
Alle Schafe hüpfen auf ihren Füßen,
Alle Vögel, alles, was flattert –
Sie leben, wenn du über ihnen aufgegangen bist.
Die Schiffe fahren stromauf und stromab,
Jede Straße ist offen, weil du leuchtest.
Die Fische im Strom springen vor dir,
Und deine Strahlen sind mitten im großen Meer.»

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sebastianismo

«Das ondas do mar Dom Sebastião sahirá com todo o seu exercito. Tira a todos no fio da Espada deste papel da Republica e o sangue ha de ir até a junta grossa.» - Dom Antônio Conselheiro, projeta e regente do Império do Belo-Monte de Canudos, Sertão da Bahia, 1897.

«O Sebastianismo no *Nordeste adquiriu características de conto maravilhoso. Conta-se que no dia 24 de Junho, dia de São João, à meia-noite, aparece nas praias da Ilha dos Lençóis um touro negro, deitando fogo pelas narinas e com uma estrela alvinitente à testa. (...) O touro, resultado da transformação de Dom Sebastião, precisa de morrer a fim de ressurgir o Rei com sua corte.» - Pedro Braga.


«El Rei Dom Sebastião estava muito desgostoso e triste com seu Povo. 
- E por quê? - perguntaram os homens, muito aflitos, e as mulheres todas muito chorosas. 
- Porque são incrédulos! Porque são fracos! Porque são falsos! E finalmente porque o perseguem, não regando o Campo Encantado e não lavando as duas torres da Catedral de seu Reino com o sangue necessário para quebrar de uma vez este cruel Encantamento!» - Ariano Suassuna, em Romance d'A Pedra do Reino.