Publicado no semanário português, O Diabo, em 29 de Julho de 2014.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Paganismus Essential
«Dein Aufleuchten ist schön am Rande des Himmels,
Du lebender Aton, der zuerst lebte!
Wenn du dich erhebst am östlichen Rande des Himmels,
So erfüllst du jedes Land mit deiner Schönheit.
Denn du bist schön, groß und funkelnd, du bist hoch über der Erde;
Deine Strahlen umarmen die Länder, ja alles, was du gemacht hast.
Du bist Rê, und du hast sie alle gefangengenommen;
Du fesselst sie durch deine Liebe.
Obwohl du fern bist, sind deine Strahlen doch auf Erden;
Obwohl du hoch droben bist, sind deine Fußstapfen der Tag.
Wenn du untergehst am westlichen Rande des Himmels,
So liegt die Welt im Dunkel, als wäre sie tot.
Sie schlafen in ihren Kammern,
Ihre Häupter sind verhüllt,
Ihre Nasen sind verstopft, und keiner sieht den andern.
Gestohlen wird all ihre Habe, die unter ihren Häuptern liegt,
Ohne daß sie es wissen.
Jeder Löwe kommt aus seiner Höhle,
Alle Schlangen stechen.
Dunkel herrscht, es schweigt die Welt;
Denn der sie schuf, ist am Himmelsrande zur Ruhe gegangen.
Hell ist die Erde,
Wenn du aufgehst am Himmelsrand,
Wenn du als Aton bei Tage scheinst.
Das Dunkel wird verbannt,
Wenn du deine Strahlen aussendest,
Die beiden Länder feiern täglich ein Fest,
Wachend und auf ihren Füßen stehend,
Denn du hast sie aufgerichtet.
Sie waschen sich und nehmen ihre Kleider;
Ihre Arme erheben sie in Anbetung, wenn du erscheinst.
Alle Menschen tun ihre Arbeit.
Alles Vieh ist zufrieden mit seiner Weide,
Alle Bäume und Pflanzen blühen,
Die Vögel flattern über ihren Sümpfen,
Und ihre Flügel erheben sich in Anbetung zu dir.
Alle Schafe hüpfen auf ihren Füßen,
Alle Vögel, alles, was flattert –
Sie leben, wenn du über ihnen aufgegangen bist.
Die Schiffe fahren stromauf und stromab,
Jede Straße ist offen, weil du leuchtest.
Die Fische im Strom springen vor dir,
Und deine Strahlen sind mitten im großen Meer.»
terça-feira, 24 de junho de 2014
Sebastianismo
«Das ondas do mar Dom Sebastião sahirá com todo o seu exercito. Tira a todos no fio da Espada deste papel da Republica e o sangue ha de ir até a junta grossa.» - Dom Antônio Conselheiro, projeta e regente do Império do Belo-Monte de Canudos, Sertão da Bahia, 1897.
«O Sebastianismo no *Nordeste adquiriu características de conto maravilhoso. Conta-se que no dia 24 de Junho, dia de São João, à meia-noite, aparece nas praias da Ilha dos Lençóis um touro negro, deitando fogo pelas narinas e com uma estrela alvinitente à testa. (...) O touro, resultado da transformação de Dom Sebastião, precisa de morrer a fim de ressurgir o Rei com sua corte.» - Pedro Braga.
«El Rei Dom Sebastião estava muito desgostoso e triste com seu Povo.
- E por quê? - perguntaram os homens, muito aflitos, e as mulheres todas muito chorosas.
- Porque são incrédulos! Porque são fracos! Porque são falsos! E finalmente porque o perseguem, não regando o Campo Encantado e não lavando as duas torres da Catedral de seu Reino com o sangue necessário para quebrar de uma vez este cruel Encantamento!» - Ariano Suassuna, em Romance d'A Pedra do Reino.
terça-feira, 10 de junho de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Walden ou A vida nos bosques
«Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte, que não tinha vivido.»
Embora o subtítulo soe romântico, Walden não é um romance, antes um livro de sermões, um manual para transcender as inutilidades do mundo e alcançar a autossuficiência absoluta, de forma a transpor os limites do próprio eu. Henry David Thoreau foi um desbravador de mentes e deixou marcado nas páginas de Walden seu legado, o que se pode definir como um verdadeiro testamento ético-espiritual.
Numa época em que o cotidiano foi tomado por uma complexidade urbana movida pelo intenso industrialismo, Thoreau demonstrou sua insatisfação profunda com a tal medida extrema: largou a vida na sociedade em 1845 e foi viver sozinho na floresta, o lugar escolhido foi ao lado do lago Walden, ali construiu sua cabana, plantou sua pequena horta. Viveu por dois anos, dois meses e dois dias apenas do que julgava essencial, o que resultou numa vida simples, sem exageros e sem desperdícios, se dedicando profundamente ao estudo, a contemplação e ao autoconhecimento. Em seu isolamento experimentou de uma liberdade única e descobriu, em contato com a natureza e os livros, uma nova visão de tudo e do todo, compreendendo inclusive a natureza mística do homem.
Seu estilo não prima pelo requinte literário, antes foi escrito espontaneamente, de uma retórica incalculada, o livro é extenso e por vezes prolixo, mas a impressão ao lê-lo é de se estar a uma longa e proveitosa conversa com o autor dentro da sua cabana remota, onde ele narra sua experiência, e através dela propõe-nos uma visão crítica do mundo. Aqui e ali citações vindas da bagagem de Thoreau: gregos e latinos, santos e poetas, chineses e persas.
Segundo o próprio, o que o moveu a atravessar as estreitas ruas de Concord e seguir rumo ao oeste a caminho de Walden, foi pensar que comemos muito porque trabalhamos muito, é uma questão de relatividade, se trabalhássemos menos comeríamos menos, logo, necessitaríamos de menos pra viver... e viveríamos bem, pois sobraria mais tempo para as coisas que gostamos.
Nota-se que Thoreau não fazia o que fez pra aparecer, chocar, todos os que eram próximos o reconheciam como um gentil e solitário buscador da própria identidade. Desprezado, incompreendido, ofendido e até condenado (vide Desobediência Civil) tomou de acompanhante apenas a solidão, foi o exemplo vivo da doutrina de indiferença ao mundo moderno. Vivia no mundo, porém, sem compactuar ou mesmo se afetar com o mal do mundo.
Rústico, porém não rude, um nobre selvagem. Robert Louis Stevenson concluiu que: “Thoreau se apresentava tão distante da humanidade que é difícil saber se devemos chama-lo de semideus ou de semi-homem”.
«Acho saudável ficar sozinho a maior parte do tempo. Ter companhia, mesmo a melhor delas, logo cansa e desgasta. Gosto de ficar só. Nunca encontrei melhor companhia do que a que a solidão me proporciona. Em geral estamos mais solitários quando saímos e convivemos com os homens do que quando ficamos em nossos aposentos.»
Walden celebra a vida natural, a boa convivência, os antigos costumes, a busca por si mesmo, os hábitos agradáveis. É um livro único, inimitável, tal qual a experiência de sua leitura.
sábado, 25 de fevereiro de 2006
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